A luta contra a tuberculose no nosso estado ganhou um novo fôlego nesta semana. Acompanhamos na última quinta-feira (27) o Seminário Estadual “Vigilância, Cuidado e Responsabilidade Coletiva”, um evento promovido pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) em alusão ao Dia Mundial da Tuberculose. O encontro, sediado no auditório da Secretaria de Educação do Estado (SEC), em Salvador, reuniu profissionais de saúde, gestores e representantes da sociedade civil com um objetivo claro: traçar estratégias reais para zerar os casos da doença na Bahia.
O peso das vulnerabilidades sociais
O que ficou evidente durante as discussões é que a tuberculose vai muito além de uma questão puramente clínica; ela está diretamente ligada às desigualdades. Durante a palestra magna do evento, a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Dra. Ethel Maciel, destacou a importância do “Programa Brasil Saudável”. Segundo ela, qualquer plano de erradicação da doença só funcionará se as políticas públicas atuarem de forma integrada para combater a vulnerabilidade social dos pacientes.
Nossa reportagem também acompanhou os debates sobre os desafios da expansão do Tratamento Preventivo da Tuberculose (TPT). A mesa-redonda trouxe diferentes visões do cenário atual, cruzando as experiências da gestão pública, dos profissionais que atuam na ponta (nas unidades de saúde) e da própria sociedade civil, representada pelo Comitê Baiano de Controle da Tuberculose e Hanseníase.
Experiências que dão certo
No período da tarde, o foco se voltou para soluções práticas e casos de sucesso que já estão fazendo a diferença em solo baiano. Um dos destaques foi a apresentação do enfermeiro sanitarista Alexandro Gesrner, da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, que mostrou os avanços na expansão do tratamento preventivo na capital. Outro ponto alto foi o relato da Dra. Beatriz Duarte, que detalhou o complexo e necessário programa de eliminação da tuberculose dentro do sistema prisional do estado.
O evento ainda contou com uma cerimônia de reconhecimento para as equipes que conseguiram bater as metas operacionais estabelecidas para o controle da infecção. Para nós, que cobrimos diariamente a saúde pública, o recado final do encontro foi direto: vencer a tuberculose exige tratamento contínuo, integração entre secretarias e, acima de tudo, uma responsabilidade que é de toda a sociedade.







