Investigação aponta vingança como motivação para assassinato de lavador de carros; Policiais Militares são presos

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Uma operação coordenada pela Polícia Civil resultou na prisão de dois policiais militares nesta quarta-feira (1º), em Salvador. Os agentes são os principais suspeitos da execução de Rogério Brandão Fernandes, de 56 anos, crime ocorrido no final de fevereiro em Feira de Santana. De acordo com as investigações, o homicídio teria sido motivado por um acerto de contas relacionado a abusos sexuais cometidos pela vítima há cerca de uma década.

O lavador de carros Rogério Brandão Fernandes foi morto a tiros na manhã do dia 28 de fevereiro, no bairro Brasília, em Feira de Santana. O crime aconteceu na Rua Lopes Rodrigues, enquanto a vítima se deslocava para o trabalho.

A ação criminosa foi registrada por câmeras de segurança da região, imagens que se tornaram cruciais para o início dos trabalhos da Delegacia de Homicídios (DH). Através do monitoramento, foi possível identificar o veículo utilizado pelos atiradores.

Um imprevisto mecânico durante a fuga foi o ponto de virada para a resolução do caso. Segundo a Polícia Civil, o carro apresentou defeito e precisou ser rebocado por um guincho até uma oficina na Avenida Presidente Dutra. Ao localizar o estabelecimento, os investigadores ouviram o proprietário, que forneceu informações sobre quem havia deixado o automóvel no local. O veículo foi apreendido e periciado no Complexo Policial do bairro Jomafa.

As investigações conduzidas pelo delegado Fabrício Linard revelaram uma trama de traumas do passado. Rogério era acusado de ter abusado sexualmente de quatro meninas há cerca de dez anos — duas irmãs, uma prima e uma amiga da família.

Atualmente, uma das irmãs é namorada de um dos policiais presos. O estopim para o crime teria sido um encontro recente e casual entre Rogério e esta mulher em um supermercado. Na ocasião, a vítima teria questionado por que ela se escondia ao vê-lo, o que teria desencadeado a decisão pela execução.

Os dois policiais militares suspeitos ingressaram recentemente na corporação, com aproximadamente três meses de serviço. Embora um resida em Feira de Santana e o outro na capital, ambos são lotados em Salvador.

Apresentação espontânea: No dia 9 de março, os agentes chegaram a comparecer à delegacia com advogados, mas utilizaram o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Prisão Preventiva: Diante das provas colhidas, a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva solicitado pela DH de Feira.
Os mandados foram cumpridos com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Os dois PMs foram encaminhados para o Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas/Salvador, onde aguardam o desenrolar do processo judicial.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

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