Embora o pleito ainda pareça distante no calendário, os bastidores da política nacional já operam em ritmo acelerado. Com o fechamento da janela de desincompatibilização e a definição de novos nomes na Esplanada, o cenário para a sucessão presidencial de 2026 começa a ganhar contornos reais. Entre figuras carimbadas e novas apostas, a lista de pré-candidatos reflete um Brasil polarizado, mas que busca caminhos entre a continuidade e a renovação.
Na Revista da Bahia, detalhamos quem são os principais protagonistas que já colocaram o “bloco na rua” para a corrida ao Palácio do Planalto.
A Busca pela Reeleição
No campo da situação, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o nome natural para a disputa. Aos 80 anos, Lula busca consolidar seu projeto de governo e deve focar sua plataforma na estabilidade econômica e nos programas sociais. A estratégia governista passa pela unificação da base de apoio, que sofreu baixas recentes com a saída de ministros que foram buscar palanques estaduais.
A Oposição e o Espaço da Direita
Com a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, o campo da oposição se reorganizou em torno de novos herdeiros políticos e lideranças regionais:
Flávio Bolsonaro (PL): O senador surge como o principal herdeiro do capital político do pai. Sua pré-candidatura foca na manutenção do eleitorado conservador e nas pautas de costumes.
Ronaldo Caiado (PSD): O governador de Goiás tem sido um dos nomes mais vocais na construção de uma alternativa de centro-direita. Recentemente oficializado como o nome do PSD, Caiado aposta em sua gestão na segurança pública e no agronegócio para ganhar projeção nacional.
Romeu Zema (Novo): O governador de Minas Gerais mantém seu nome no radar, defendendo uma gestão austera e liberal, buscando atrair o eleitorado que deseja eficiência administrativa sem o peso da polarização extrema.
Nomes que Correm por Fora
O cenário também conta com figuras que tentam romper o duopólio entre PT e PL:
Ciro Gomes (PSDB): Após um período de reclusão, o ex-ministro e ex-governador volta ao debate público, agora sob a legenda tucana, insistindo no debate sobre um projeto nacional de desenvolvimento.
Aldo Rebelo (DC): Com um discurso focado na soberania nacional e críticas à atual gestão ambiental e indigenista, o ex-ministro transita entre diferentes espectros políticos.
Renan Santos (Missão): Liderança do MBL, Renan busca representar uma “nova direita”, com críticas tanto ao governo atual quanto ao clã Bolsonaro, focando no eleitorado jovem e digital.
O Que Esperar?
As candidaturas só serão oficializadas nas convenções partidárias que ocorrem entre julho e agosto do ano eleitoral. Até lá, o termômetro serão as pesquisas de intenção de voto — que hoje mostram um equilíbrio apertado entre as principais forças — e a capacidade de articulação nos estados.
Para o eleitor baiano, essa disputa é crucial, pois define o alinhamento de investimentos federais em obras estruturantes e o suporte ao governo estadual. A Revista da Bahia segue acompanhando cada movimentação deste xadrez político.
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