Em agenda na capital baiana, o ministro da Casa Civil fez uma leitura cautelosa do cenário eleitoral e antecipou detalhes da debandada de ministros do governo Lula nesta semana.
Acompanhando de perto a movimentação política em Salvador nesta segunda-feira (30), nossa equipe presenciou um recado direto e sem meias palavras do ministro da Casa Civil, Rui Costa, aos seus aliados políticos. Durante um evento que contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Costa foi questionado sobre as perspectivas para a acirrada disputa eleitoral de outubro e fez questão de apontar os dois maiores erros que podem afundar uma campanha.
Para o ex-governador baiano e pré-candidato ao Senado, a derrota nas urnas costuma nascer de dois extremos emocionais. “Uma das formas é você achar que já perdeu. Quem acha que perdeu não consegue motivar nem convencer ninguém”, analisou o ministro.
O segundo risco, segundo ele, é a soberba. “A outra é você achar que já ganhou. Quem calça ‘sapato alto’ e vai à eleição achando que o jogo está ganho, a possibilidade de perder é enorme”, alertou Rui Costa, pedindo aos presentes que encarem a disputa com máxima seriedade, independentemente de quem seja o adversário ou o cargo em disputa.
A dança das cadeiras em Brasília
Além de traçar o panorama eleitoral, o ministro aproveitou a ocasião para confirmar os próximos passos do governo federal em meio ao calendário da Justiça Eleitoral. Rui Costa revelou os bastidores de uma importante reunião marcada para esta terça-feira (31) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O encontro servirá como uma espécie de “passagem de bastão”. A expectativa em Brasília é que cerca de 18 ministros entreguem seus cargos ao longo da semana para se tornarem aptos a concorrer nas eleições de outubro, seja para vagas no Legislativo ou no Executivo.
“A reunião de balanço é, ao mesmo tempo, de saída e de apresentação dos novos [ministros] que vão sentar nas cadeiras, além de uma mensagem do presidente Lula”, explicou Costa, que também deve se despedir oficialmente da Casa Civil até a próxima quinta-feira (2) para mergulhar de cabeça em sua campanha.
Continuaremos acompanhando essa intensa “dança das cadeiras” na Esplanada dos Ministérios e os reflexos dessas mudanças na corrida eleitoral baiana.







