Na raça e sob polêmica: Bahia vira sobre o Mirassol fora de casa e entra no G-4

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O Esquadrão de Aço mostrou o peso de sua camisa na noite deste sábado (11). Em um confronto eletrizante e marcado por decisões controversas da arbitragem, o Bahia venceu o Mirassol de virada por 2 a 1, no Estádio Maião, em São Paulo. Com o resultado, o Tricolor chega aos 20 pontos e assume a quarta posição na tabela do Brasileirão, consolidando sua vaga no grupo de elite da competição.

O Jogo: Superação após o susto
A partida começou equilibrada, com o Bahia buscando o controle através da posse de bola, enquanto os donos da casa apostavam na velocidade. No entanto, aos 13 minutos, um balde de água fria: após cobrança de escanteio, o zagueiro David Duarte acabou desviando contra a própria meta, abrindo o placar para o Mirassol.

Atrás no marcador, o time comandado por Rogério Ceni não se abateu e partiu para a pressão. Luciano Juba e Everton Ribeiro deram trabalho ao goleiro Walter, mas o empate só veio na etapa final.

Ademir muda a história e Juba converte
Aos 13 minutos do segundo tempo, Ceni promoveu a entrada de Ademir. Em seu primeiro lance, o atacante foi derrubado por Vitor Luiz dentro da área. Pênalti. Na cobrança, aos 19 minutos, Luciano Juba bateu com categoria e deixou tudo igual. O lance custou caro para Ademir, que machucou o ombro na queda e precisou ser substituído por Sanabria — que viria a ser o herói da noite.

A virada sob protestos
O jogo seguiu lá e cá, com o goleiro Léo Vieira operando milagres para manter o Bahia vivo. O momento crucial aconteceu aos 44 minutos. Em uma disputa de bola, Gilberto desarmou Negueba na origem da jogada — em lance que gerou muita reclamação de falta por parte dos paulistas. O árbitro Paulo César Zanovelli mandou seguir. No desenrolar, a bola sobrou para Sanabria, que não perdoou e empurrou para as redes: 2 a 1.

O gol desencadeou uma confusão generalizada. Revoltados com a não marcação da falta e a ausência de revisão pelo VAR, integrantes do banco do Mirassol foram para cima da arbitragem. O técnico Rafael Guanaes e o jogador Eduardo foram expulsos em meio ao tumulto que paralisou o jogo por quase dez minutos.

Tensão até o apito final
Com o cronômetro estendido pelos acréscimos generosos, o Mirassol ainda tentou o empate em duas oportunidades claras, mas parou nas mãos seguras de Léo Vieira. Ao fim do duelo, o clima continuou quente, com jogadores adversários relatando postura irônica da arbitragem dentro de campo.

Para o torcedor tricolor, o que fica é o triunfo fundamental. O Bahia agora dorme no G-4, enquanto o Mirassol segue em situação delicada na lanterna do campeonato. O Esquadrão volta para Salvador com três pontos na bagagem e a confiança em alta para a sequência da temporada.

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