O presidente Lula afirmou, nesta quarta-feira (17), durante conversa reservada com líderes globais na França, que nunca foi esquerdista. A declaração ocorreu pouco antes da reunião do G7, em Évian-les-Bains, na presença do primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e da diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.
Ao discutir o cenário político ocidental, o presidente sustentou a visão de que o mundo não se inclina para a esquerda, defendendo que a política global segue o chamado “caminho do meio”.
Histórico sindical e posicionamento
Durante o diálogo, o presidente relembrou sua trajetória como dirigente sindical na década de 1980. Segundo o relato, sua atuação na época, marcada por relações com sindicatos europeus e o impedimento de uma viagem à Rússia devido à Lei de Segurança Nacional, contribuiu para que fosse tratado, em certos momentos, como anticomunista.
Além das declarações sobre ideologia, o presidente dedicou parte da conversa ao sistema eleitoral brasileiro. Ele apresentou aos líderes o funcionamento da urna eletrônica, destacando dois pontos centrais:
- Rapidez: O processamento de milhões de votos em poucas horas após o encerramento da votação.
- Praticidade: A celeridade do ato de votar, que leva cerca de 30 segundos por eleitor.
O presidente sugeriu que a Organização das Nações Unidas (ONU) deveria adotar o modelo brasileiro como orientação para outros países, apontando a eficiência tecnológica como um diferencial para a agilidade democrática.
A exposição desses pontos por parte do presidente, em um fórum de cúpula como o G7, evidencia um movimento de distanciamento de rótulos ideológicos tradicionais, ao mesmo tempo em que busca projetar a eficiência do sistema eleitoral brasileiro como referência técnica para o cenário internacional.






