A desembargadora Margareth Rodrigues Costa, do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), foi aprovada pelo plenário do Senado Federal nesta última quarta-feira (29) para assumir o cobiçado cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A aprovação ocorreu em sessão realizada em Brasília (DF) e veio após a magistrada passar por sabatina e ser chancelada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A indicação para a vaga — que foi aberta após a aposentadoria do ministro Aloysio Silva Corrêa da Veiga — recebeu forte apoio, garantindo 49 votos favoráveis no plenário.
Durante seu discurso aos senadores, Margareth Costa enfatizou o equilíbrio, a ética e sua vasta experiência na área trabalhista como pilares de sua atuação profissional. “São mais de 35 anos de magistratura. Estive em todas as instâncias do tribunal. O Judiciário é a última porta onde as pessoas vão pedir acesso e buscar direitos, e nós temos que estar preparados, com consciência e retidão daquilo que nos cabe fazer”, declarou a nova ministra.
Trajetória de destaque no Judiciário
A baiana Margareth Rodrigues Costa construiu um longo e sólido currículo no direito do trabalho. Abaixo estão os principais marcos e números da sua carreira:
1985: Formação em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
1990: Ingresso na magistratura como juíza substituta.
1993: Promoção a juíza titular da Vara do Trabalho de Jacobina, atuando posteriormente nas varas de Camaçari e de Salvador.
2014: Promoção, por merecimento, ao cargo de desembargadora do TRT-BA.
2022 a 2026: Atuação durante quatro anos como desembargadora convocada no TST e na Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, onde participou de discussões nacionais.
Outros cargos: Atuou como diretora da Escola Judicial do TRT-5 e como conselheira da Escola Nacional da Magistratura Trabalhista.
A indicação da desembargadora fez parte da lista tríplice formada pelo TST em novembro do ano anterior e foi posteriormente encaminhada pelo presidente da República, que é o responsável pela indicação formal ao Senado. Após essa aprovação final no plenário, o último passo é a nomeação oficial da nova ministra, que será realizada pelo próprio presidente da República.






