Trump afirma que Estados Unidos assumirão o controle de Cuba “quase imediatamente” e amplia sanções

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Em uma declaração que gerou forte repercussão internacional nesta sexta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país vai tomar o controle de Cuba “quase imediatamente”. A fala ocorreu durante um evento em Palm Beach, na Flórida, enquanto o republicano discursava e cumprimentava os presentes.

Trump fez a afirmação de forma repentina ao se referir ao ex-deputado Dan Mica, cuja origem está ligada à ilha caribenha. O presidente não poupou palavras e sugeriu, de forma que levou o público presente aos risos, que os EUA poderiam enviar um porta-aviões gigante, como o USS Abraham Lincoln, para as águas próximas ao território cubano com a intenção de forçar uma “rendição”. A Casa Branca não esclareceu oficialmente se a fala refletia uma política de Estado iminente ou era uma retórica hipotética.

Pressão máxima contra Havana

Além da declaração polêmica, o presidente americano ordenou um novo pacote de sanções destinadas a “asfixiar” economicamente o governo cubano, sob a justificativa de que a ilha representa uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional dos EUA.

Os principais fatos e medidas envolvendo o cenário atual de Cuba incluem:

Novas sanções: A medida impõe punições a pessoas, entidades e bancos estrangeiros com negócios no setor de mineração e energia da ilha, visando bloquear o financiamento do regime cubano.
Bloqueio de petróleo: Desde janeiro, os Estados Unidos promoveram um cerco para impedir a entrada de combustível no país, permitindo a passagem de apenas um navio petrolífero vindo da Rússia.
Colapso econômico: A crise, que se aprofunda desde o início do ano, levou ao corte quase pela metade do turismo cubano, fonte vital de receitas. Além disso, as indústrias de níquel, cobalto e de tabaco estão paralisadas pela escassez severa de combustível.
Resposta cubana: O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, rechaçou as ações americanas, chamando-as de “coercitivas, unilaterais, ilegais e abusivas”. Como forma de resposta às pressões e ameaças de agressão militar, o governo cubano incentivou manifestações em “defesa da pátria” neste 1º de Maio.
Apesar das ameaças e do recrudescimento no relacionamento, vale ressaltar que os países ainda mantêm pontes diplomáticas restritas, como o encontro de alto nível realizado no último mês (10 de abril) em Havana, reunindo autoridades norte-americanas e Raúl Guillermo Rodríguez Castro.

TOLGA AKMEN / POOL / EFE
foto TOLGA AKMEN / POOL / EFE
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