A Seleção Brasileira sofreu mais um duro golpe às vésperas da Copa do Mundo de 2026. O zagueiro Éder Militão, um dos pilares defensivos do Real Madrid e da equipe brasileira, precisará passar por um procedimento cirúrgico na coxa esquerda e está oficialmente fora da disputa do Mundial, que será sediado nos Estados Unidos, México e Canadá. A operação será realizada ainda nesta semana, na Finlândia, sob os cuidados do ortopedista Lasse Lempainen, reconhecido mundialmente por tratar atletas de alto rendimento.
A decisão pela intervenção cirúrgica veio após um período de apreensão e intensas avaliações médicas. Militão deixou o campo com fortes dores durante a recente vitória do Real Madrid sobre o Alavés, pelo Campeonato Espanhol. Os exames de imagem constataram uma nova lesão no músculo bíceps femoral, um duro revés para o jogador que já lidava com uma recaída de um problema semelhante sofrido em dezembro de 2025.
Nós, da Revista da Bahia, lamentamos profundamente a ausência do atleta em um momento tão esperado e crucial para o futebol nacional. O histórico recente de lesões de Militão gera empatia, pois sabemos o quanto a parte física tem sido um adversário implacável na trajetória deste grande talento. Agora, restará à Seleção Brasileira a difícil tarefa de reorganizar o seu sistema defensivo em tempo recorde para buscar o tão sonhado hexacampeonato.
Havia sobre a mesa a alternativa de um tratamento conservador. Esse caminho, embora arriscado, teria um tempo de recuperação de aproximadamente cinco semanas, o que, em tese, deixaria o zagueiro apto para vestir a camisa do Brasil na Copa. No entanto, o risco de uma nova ruptura era considerado altíssimo. Priorizando a segurança a longo prazo e a integridade de sua carreira — fortemente castigada por lesões graves nas últimas duas temporadas —, Militão e a equipe médica optaram pela cirurgia. A previsão é que ele fique longe dos gramados por cerca de cinco meses.
A ausência do zagueiro acende um alerta vermelho na comissão técnica da Seleção. A poucos dias da convocação final, o Brasil perde uma de suas peças mais sólidas e a lista de pacientes do departamento médico só cresce. Militão junta-se ao atacante Rodrygo, cortado após o rompimento do ligamento cruzado do joelho, agravando as preocupações do treinador Carlo Ancelotti, que também monitora com apreensão a situação física de outros convocáveis, como o atacante Estêvão.






