A segurança pública na Bahia alcançou resultados expressivos no enfrentamento às organizações criminosas. Desde o início de sua implantação em 2023, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia consolidou um balanço robusto: 406 criminosos foragidos foram capturados e R$ 102 milhões, provenientes de esquemas de lavagem de dinheiro operados por facções, foram bloqueados pela Justiça.
Integração como estratégia
A atuação da força-tarefa é apontada como um modelo de sucesso na gestão da segurança baiana. O trabalho é realizado de forma conjunta, reunindo no mesmo espaço físico integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal e corpo de peritos.
Para o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, essa colaboração é fundamental para o sucesso das operações. “A FICCO Bahia é a tradução literal da integração, principal política de combate ao crime organizado promovida pelas Forças Policiais da Bahia”, destacou o secretário. Segundo ele, essa estrutura permite uma troca de informações contínua e uma agilidade maior nas tomadas de decisão.
Alcance nacional e internacional
As ações da força-tarefa não se limitam às fronteiras do estado. A inteligência da FICCO tem sido eficaz na localização de alvos de alta periculosidade em outras regiões do Brasil — incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina — e até mesmo fora do país. Apenas em 2026, seis lideranças criminosas foram capturadas na Bolívia.
Além da desarticulação financeira das facções, a força-tarefa mantém operações ininterruptas, como as denominadas “Artemis” e “Hera”, focadas na redução da criminalidade violenta. Segundo o delegado federal Eduardo Badaró, coordenador da FICCO Bahia, a prioridade também recai sobre a captura de autores de crimes graves contra a vida, como homicídios, feminicídios e latrocínios, com ações ostensivas em terminais de transporte e rotas de fuga.







