A Polícia Civil da Bahia instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta de dois investigadores, identificados como Douglas Lima Pithon e Anderson Luis Mota de Andrade. A medida foi adotada pelas autoridades após o Ministério Público do Estado (MP-BA) denunciar a dupla por envolvimento em um caso de homicídio ocorrido no ano de 2024.
O caso
A investigação administrativa foca em uma operação realizada em 5 de setembro de 2024, no bairro de Nordeste de Amaralina, em Salvador. Na ocasião, uma ação policial resultou na morte de um homem que, segundo informações das autoridades, possuía ligação com uma facção criminosa atuante na região.
A abertura do procedimento disciplinar acontece semanas após a Justiça ter aceitado a denúncia formal contra os dois servidores por homicídio simples. O processo penal tramita atualmente no 1º Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador.
Investigação sobre redes sociais
Além da apuração técnica sobre a dinâmica da operação, a Corregedoria da Polícia Civil também incluiu no escopo do PAD a análise de conteúdos compartilhados em redes sociais. De acordo com o documento oficial do processo, investiga-se se houve uma celebração indevida do desfecho da ocorrência através de publicações feitas no Instagram.
O investigador Douglas Pithon, que já foi agraciado com a Medalha do Mérito Policial Civil, possui grande visibilidade digital, acumulando mais de 200 mil seguidores em suas redes sociais, onde costuma publicar sobre sua rotina profissional e comentar temas pertinentes à segurança pública na Bahia.
O caso em questão ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Civil executava diligências contra influenciadores digitais suspeitos de envolvimento em esquemas de rifas ilegais e lavagem de dinheiro na capital baiana. A corregedoria agora segue com os trâmites do processo administrativo para avaliar a conformidade da atuação dos servidores com as normas da instituição.






